20 de mai. de 2014

Projetos




Projeto

5.3.4  Livro de parlendas preferidas


Objetivos 
- Favorecer situações de escrita com base em textos memorizados.
- Possibilitar a reflexão sobre o sistema alfabético.

Conteúdo 
- Escrita.

Anos 1º e 2º anos.

Tempo estimado Nove aulas.

Material necessário 
Livros de parlendas, canetas coloridas, giz de cera, lápis preto e letras móveis. 

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Apresente parlendas aos alunos e conte que farão um livro com esse tipo de texto para apresentar aos demais colegas da escola. Leia uma delas, pergunte se conhecem outras e inicie a escrita de uma lista coletiva das conhecidas. Leia outras e acrescente à lista.
Flexibilização para deficiência intelectualEncaminhe para o aluno algumas parlendas como lição de casa para que a família o ajude a memorizar partes da história e os títulos.
2ª etapa 
Divida a classe em grupos. Distribua um conjunto com as letras móveis necessárias para a escrita da parlenda para cada grupo da sala. Peça que contem quantas letras receberam e confirmem a quantidade. Retome a parlenda oralmente e anuncie qual será o primeiro trecho a ser escrito. Enquanto observa as produções, faça perguntas que promovam a reflexão sobre a própria escrita: "Com qual letra começaram a escrever o trecho da parlenda?", "O nome de algum aluno pode ajudar nessa escrita?". Peça que leiam o que escreveram - essa intervenção é fundamental para que ajustem a fala à escrita.

3ª etapa
Forme duplas para a escrita de outra parlenda. A escrita será em conjunto, por isso cada criança deve colocar uma letra de cada vez, anunciando ao parceiro o que já está escrito para que este dê continuidade. Distribua as letras e relembre oralmente a parlenda. Faça intervenções: "Quantas letras deve ter esse pedaço?", "Com qual letra deve terminar o verso?". Peça que leiam cada trecho escrito para que reflitam e reorganizem as hipóteses iniciais.
Flexibilização para deficiência intelectual Coloque o aluno com uma das duplas e considere os conhecimentos dele ao realizar esse agrupamento.

4ª etapa 
Após a escrita das parlendas, crie com a turma o título da coletânea, escrevendo-o no quadro negro.

5ª etapa Monte os livros e distribua-os aos alunos. Peça que cada um coloque seu nome, inicie a ilustração da capa e escreva o título combinado.

6ª etapa Proponha a escrita coletiva do convite para o lançamento do livro, destinado a alguma turma da escola. No dia marcado, divida a sala em grupos. Cada um recitará uma parlenda.

Produto final Livro com parlendas eleitas pelo grupo.

Avaliação 
Observe se os alunos aprofundaram seus conhecimentos a respeito do sistema de escrita. Eles reviram suas escolhas com base nas intervenções e da parceria com os colegas?

Feira de Ciências

A aprendizagem é uma troca de conhecimento entre o professor e o aluno, existe diversas maneiras que você pode fazer uma integração de todas as sala dentro da instituição escolar, como por exemplo, um campeonato de futebol, um sarau literário, apresentação de teatro e a feira de ciências.
A feira de ciências vem para motivar os alunos em aprender mais sobre a ciências e a forma que ela existe dentro de uma sociedade.
Alunos do ensino fundamental até o ensino médio é importantíssimo a utilização deste recurso, para a integração entre eles,exemplo disso, é o do trabalho em grupo.
Neste post irei dar como exemplo uma feira de ciência na cidade de Parnamirim - RN, da escola do Sistema Colégio e Curso, que fala sobre o meio ambiente.



Aula fora da sala

Sabemos que é necessário a realização de atividades diversificadas na sala, abaixo segue um link, sobre uma aula com os alunos sobre a brincadeira da Pipa. A professora fala sobre a necessidade das brincadeiras folclóricas.



Entrevista com Antonio Nóvoa

Entrevista com o educador português António Nóvoa

Para o reitor da Universidade de Lisboa, as instituições de hoje carregam a carga de caminhões sobre rodas de bicicleta. Ele destaca a necessidade de criar um tempo probatório para os professores após a graduação

Beatriz Vichessi (bvichessi@fvc.org.br) e Gabi Portilho
~


António Nóvoa. Foto: Marina Piedade
Ele questiona os modelos que temos hoje no mundo escolar e julga boa parte deles ultrapassada. Propõe repensar os cursos de formação inicial e continuada dizendo que, realizados fora da escola e abordando conteúdos distantes da prática, eles não têm muita utilidade. Chama a atenção para um esquema que proporcione aos docentes uma experiência semelhante à residência médica a fim de que eles tenham um tempo supervisionado para aprender a ensinar.

Dono de um pensamento crítico apurado e atento aos problemas contemporâneos que incomodam o mundo da Educação - e resvalam na sociedade como um todo -, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa e doutor em Educação pela Universidade de Genebra, reconhece que, atualmente, a escola é uma instituição frágil e sobrecarregada.

Ainda assim, ele pede fôlego, comprometimento e empenho de todos os educadores para elaborar uma nova revolução na área, já que as últimas grandes mudanças ocorreram há 100 anos e estão desatualizadas. Dentre muitas fontes para a tarefa, indica as novidades apresentadas pela Neurociência.

Em visita ao Brasil, Nóvoa palestrou para a equipe de NOVA ESCOLA e respondeu a várias questões. As principais delas, você confere na entrevista a seguir.
Há algum tempo, diz-se que a Educação tem a missão de salvar o mundo. Os educadores reclamam dessa responsabilidade. Eles têm razão?
ANTÓNIO NÓVOA 
Sim. Há uma espécie de valorização retórica dos professores. Pede-se de tudo a eles. Quem vai salvar o mundo? Quem vai assegurar o desenvolvimento de todos? Quem vai garantir o progresso? Para todas essas questões, a resposta é sempre a mesma, a Educação. Algumas instituições parecem caminhões enormes carregando toneladas, mas eles têm rodinhas de bicicleta no lugar de pneus grandes. A Educação assumiu muitas tarefas. É o fenômeno da escola transbordante. Alguém necessita fazer essas tarefas enquanto ninguém as quer e a escola tem de dar conta delas. Mas uma coisa é dizer que todas são missão da escola e outra é compreender que a instituição precisa cumpri-las enquanto outras esferas da sociedade não estiverem fortes. Quando isso ocorrer, teremos um compartilhamento que chamo de espaço público da Educação.

Como construir esse lugar?
NÓVOA 
No espaço público da Educação, a escola não está sozinha. Há outras instituições. Elas também têm responsabilidades educativas, culturais e científicas, entre outras. Temos de traçar um caminho de responsabilização visando essas esferas. Para isso, a sociedade precisa se arrumar de outra maneira, sem fazer de conta que crianças e adolescentes não são um problema, já que entre 8 da manhã e 6 da tarde estão quietos em um lugar, sob a supervisão de adultos.

No Brasil, o estágio docente é obrigatório, mas o modelo é falho, não contribui com a melhora da prática. Como resolver esse problema?
NÓVOA 
Jovens professores são deixados sem acompanhamento, sem apoio e sem controle. O adequado seria que ganhassem autonomia profissional aos poucos. Os mais experientes, desde que capazes, competentes e inovadores, deveriam ter um papel maior na formação dos novatos. Conheço um modelo que gostaria de ver replicado: o Centro Acadêmico de Medicina, da Universidade de Lisboa. Ele é formado por três instituições que estavam articuladas: a faculdade de Medicina, o centro de pesquisa e o hospital. As tarefas que competem a ele são ligadas à formação médica, à pesquisa e aos cuidados de saúde. Lá existem perfis variados de profissionais, uma maneira de assegurar que a ligação entre pesquisa, formação e profissão seja coerente. Vejo alguns problemas para isso se tornar realidade entre os professores. Um deles é o desprestígio da carreira e o outro o distanciamento salarial entre o educador que lida com crianças e jovens e o que leciona na universidade.

Para tentar resolver falhas da formação inicial, projetos de formação continuada têm crescido muito nos últimos tempos. Esse tipo de investimento vale a pena?
NÓVOA 
Cursos, seminários e outras coisas do gênero nem sempre melhoram o desenvolvimento profissional no que diz respeito à prática nas escolas. Não estou dizendo que eles sejam inúteis, mas é como fazer um mestrado: é positivo, dá prestígio, mas não faz um professor ser melhor. Nada indica, por si só, que o mestre em Educação seja melhor que o colega que não tem o título. O lugar da formação continuada é a escola. É um momento reflexivo, centrado em casos reais, para a construção de práticas pedagógicas.
Avaliar os profissionais que estão em sala de aula com provas contribui para o aprimoramento da Educação?
NÓVOA 
Sou a favor de dispositivos de acompanhamento e de melhoria do ensino. Insisto que deveria haver um período probatório para avaliar se a pessoa tem condições de lecionar. Mas, para que haja avaliações, os professores precisam estar disponíveis para o processo.

Existem outros mecanismos de regulação que ajudam a alavancar a qualidade da profissão?
NÓVOA 
Sim. Na Medicina, todos os profissionais sabem quem são os bons e os maus médicos. No caso dos professores, isso não é verdade. Todos parecemos iguais. E mais: lidamos demasiadamente bem com o colega que está na sala ao lado mesmo que ele faça barbaridades com a garotada há 20, 30 anos. Ninguém se intromete num caso desses porque pensa: "Não vou arranjar incômodo e mais trabalho para mim. É melhor fechar os olhos e os ouvidos e fazer de conta que não sei que bem próximo há um educador que tem comportamentos péssimos". Será muito difícil instaurar mecanismos de regulação enquanto cada um julgar que o único patrão é o ministro da Educação ou o governador, que fica a 300 quilômetros de distância da escola. E ainda que não precisa prestar contas a ninguém e muito menos a quem leciona na classe ao lado, à família dos estudantes e ao diretor.

Como o docente extrai legitimidade perante os estudantes na atualidade, com informações disponíveis em vários lugares, como as redes sociais e as iniciativas de Educação não formal?
NÓVOA 
Minha resposta tende a ser brutal. O professor tem legitimidade e ponto final. Os alunos não têm de dizer o que querem aprender, do que gostam e do que não gostam. O pior a fazer é imaginar que são eles que decidem tudo. No livro Emílio (229 págs., Ed. Publicações Europa-América, europa-america.pt, 7 euros), o suíço Jean Jacques Rousseau (1712-1778) escreve que "as crianças só devem fazer o que querem". Essa frase tem servido para denegrir os pedagogos porque é mal interpretada. Li a versão original da obra para entendê-la por completo. O trecho continua assim: "Mas só devem querer aquilo que vocês professores querem que elas queiram. A criança não deve dar um passo sem que vocês o tenham previsto, a criança não deve abrir a boca sem que vocês saibam o que ela vai dizer". Ou seja, não é uma citação libertária. O docente tem de colocar sua autoridade a serviço da liberdade do aluno. Usá-la para transformá-lo em um indivíduo autônomo. É o paradoxo da Educação: colocar nossa autoridade a serviço da liberdade do outro.

A internet e a TV, por exemplo, são fontes de informação poderosas. A escola está tentando se reinventar, ou pelo menos, se adaptar aos tempos modernos. Porém, aos olhos da sociedade, parece um processo lento. Onde está o erro?
NÓVOA 
Não estamos levando para a Pedagogia as coisas mais importantes que aconteceram nos últimos 20 anos na Ciência e na sociedade. Há pessoas que trabalham com didática e com currículo, mas tenho a sensação de déjà vu. Parece que elas estão chovendo no molhado. Falta ir à procura de conhecimentos novos. A Neurociência, por exemplo, apresenta muitas informações que podem impactar a organização do espaço, do currículo e do tempo na escola. Todos esses elementos são iguais ainda, tal como eram no fim do século 19, que foi uma época bastante rica. A Sociologia da Educação, a Psicologia da Infância e a piagetiana têm seu lugar, mas não ajudam a pensar de uma maneira inovadora a realidade pedagógica atual.

Isso significa inventar uma maneira para ensinar?
NÓVOA 
Sim. Há 100 anos, as sociedades davam pouca atenção à infância, ao movimento, ao jogo, à comunicação. Eram essencialmente rurais e tinham um índice de analfabetismo imenso. Isso mudou, mas continuamos pensando a Pedagogia como antes. Temos de fazer outra revolução. Cabe à escola caminhar para tornar mais complexas as dimensões do conhecimento e da comunicação. Necessitamos inventar a ciência da aprendizagem - enriquecida com a Neurociência -, da comunicação e da gestão da aprendizagem.

Mesmo com tantas mudanças na sociedade, a escola continua sendo uma instituição imprescindível para a formação do ser humano?
NÓVOA 
Sim. Ela é o lugar onde é possível falar com toda gente e sobre todas as culturas. As crianças precisam conhecer mundos diferentes. Quando perguntaram ao filósofo francês Olivier Reboul (1925-1992) o que deve ser ensinado nas escolas, ele respondeu citando o filósofo inglês Herbert Spencer (1820-1903): "Tudo que une e tudo que liberta". O que une são as raízes. O que liberta é o mundo. O que une são as culturas a que pertencemos. O que liberta são as ciências e as outras culturas. O que une são as tradições. O que liberta é o conhecimento sobre outras realidades. Sempre que perdemos a segunda dimensão ou a deixamos de lado propositalmente, confinamos as crianças em espaços coerentes, porém muito mais pobres.

A EDUCAÇÃO PARA TODOS

A lição da pequena Novo Horizonte: educação pública de qualidade para todos

Cidade paulista possui a melhor rede municipal de ensino fundamental do Brasil. Série de reportagens de VEJA vai explicar por que

Nathalia Goulart e Lecticia Maggi, de Novo Horizonte
Há dois anos, quando trocou a cidade paranaense de Maringá por Novo Horizonte, a cerca de 400 quilômetros de São Paulo, a confeiteira Cristina Luna tinha uma grande preocupação em mente: a educação dos quatro filhos. Ananda, de 12 anos, mais velha da prole, teria de deixar a escola-modelo que frequentava, mantida pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e famosa pelo rigor e excelência. "Tive medo de optar por uma escola municipal em Novo Horizonte e não conseguir o mesmo nível de educação", lembra Cristina. O receio era justificado. Ao contrário da cidade paranaense, Novo Horizonte não possui uma das chamadas escolas-modelo, instituições que se destacam das demais pela qualidade. Cristina logo descobriu, porém, que o município paulista tinha algo mais valioso a oferecer: uma rede que, se ainda não é modelo, caminha nessa direção. Hoje, os quatro filhos da confeiteira frequentam duas escolas da rede, e a mãe não tem motivos para reclamar. Luiza, de 9 anos, exibe a bicicleta que ganhou em um concurso de ortografia, enquanto o irmão Rodrigo, de 11, mostra orgulhoso as quatro medalhas que conquistou em competições escolares.
Novo Horizonte em números
Exemplos como o de Novo Horizonte são tão raros quando louváveis no cenário da educação pública brasileira. Tanto assim que, a partir do ano que vem, serão reconhecidos com um prêmio, o Prefeito Nota 10. Criado pelo educador João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, o prêmio vai recompensar o município cuja rede de ensino tiver obtido o melhor resultado na Prova Brasil — avaliação do Ministério da Educação (MEC) que mede habilidades e competências em português e matemática de alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental. "Vamos premiar o conjunto de escolas. Não adianta ter uma escola boa se o resto da rede for ruim. Quero ajudar a sociedade a entender que educação se faz em rede", diz Oliveira. Disputarão o prêmio municípios com mais de 20.000 habitantes e com o mínimo de 300 alunos avaliados pela Prova Brasil. Além disso, pelo menos 70% dos estudantes devem estar matriculados na rede municipal. O prêmio é de 200.000 reais.
O Prefeito Nota 10 só começa para valer em 2014. Se fosse conferido agora, iria para Novo Horizonte. É o que revela a análise da Prova Brasil de 2011, feita pela organização do Prefeito Nota 10 a pedido do site de VEJA. Atendendo aos pré-requisitos citados acima, o município obteve na avaliação o desempenho mais próximo do almejado pelo prêmio: ao menos 70% dos estudantes da rede com aprendizado adequado à série que frequentam. Não deve passar desapercebido o fato de que Novo Horizonte é a cidade que mais perto chegou do objetivo, sem, contudo, atingi-lo. Isso revela o quanto o ensino tem a evoluir no país. 
Segundo especialistas, um conjunto de ações bem executadas garante o avanço de Novo Horizonte rumo a uma educação universal de qualidade. Entre elas, estão adoção de um currículo unificado, avaliação frequente de alunos, cooperação para formação dos professores — e também avaliação dos docentes —, incentivo à participação dos pais na vida escolar e combate a fraquezas identificadas na rede. Esses pontos são alvo das reportagens que VEJA.com publica durante esta semana, que procuram jogar luz sobre os métodos de Novo Horizonte e discutir se a receita bem-sucedida pode ser reproduzida em outras cidades.
Porque Novo Horizonte venceria o prêmio Prefeito Nota 10
Educadores e estudiosos sobre o assunto adiantam que a receita só dá certo se a ela for acrescentada uma administração interessada e competente — o que, em se tratando de redes públicas de ensino — envolve obrigatoriamente política. "Pode soar óbvio, mas nenhuma fórmula secreta funciona se não há no município uma gestão preocupada de fato com equidade e qualidade", diz Priscilla Cruz, diretora-executiva da ONG Todos Pela Educação. "A secretaria de educação precisa ter como filosofia central a ideia de que nenhum grupo pode ser privilegiado e que todos, sem exceção, precisam aprender. Por incrível que pareça, poucas cidades ainda enxergam isso com clareza."
O secretário de Educação de Novo Horizonte, Paulo Magri, parece ciente da missão. "Não me interessa ter uma escola excelente e outra ruim. Enquanto existir diferença de aprendizado entre as unidades, a educação não vai avançar", diz. Aos 50 anos, o professor formado em matemática completa em 2013 doze anos no cargo, algo incomum no Brasil, onde impera a troca a cada eleição. Quando assumiu o posto, Magri tinha apenas creches e pré-escolas sob sua tutela. Nos primeiros quatro anos de trabalho, ouviu inúmeras reclamações contra o ensino oferecido pelas escolas estaduais presentes no município e concluiu que poderia agir. Convenceu o prefeito e lançou-se ao desafio de ensino fundamental, assumindo unidades que pertenciam ao estado. Hoje, gerencia cinco escolas; outras três seguem estaduais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade do setor no Brasil, o município é mais eficiente: as escolas da rede apresentam média 34% superior à registrada pelas estaduais. "A comunidade pede pela municipalização das três escolas restantes, mas por enquanto não temos essa intenção", diz o secretário.
Colocar o ensino fundamental sob administração do poder local não é assunto só em Novo Horizonte. É uma discussão do Brasil. Ao destacar redes municipais bem-sucedidas, o prêmio Prefeito Nota 10 quer estimular a municipalização dessa etapa de educação. Ou seja, colocar nas mãos dos prefeitos a responsabilidade pela formação de 1º a 9º ano. A Constituição prevê que o ensino infantil seja exclusividade do município; o médio, do estado. Já em relação ao fundamental, a responsabilidade é compartilhada. Atualmente, cerca de 70% das séries iniciais (1º a 5º ano) está sob o domínio das cidades – onde se concentram os resultados menos desastrosos da educação brasileira. Nos anos finais (6º a 9º ano), há uma divisão praticamente igualitária entre estados e municípios. "Essa divisão é prejudicial para a educação. Se um único gestor cuidasse do conjunto, seria mais fácil estabelecer um padrão de atuação. Além disso, o munícipe está mais próximo da prefeitura do que do estado", diz Araujo e Oliveira, criador do Prefeito Nota 10.
Apesar de estar na dianteira entre as redes municipais, Novo Horizonte ainda tem um longo caminho pela frente. Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, o número de alunos com aprendizado adequado ainda pode ser considerado baixo — apesar de bem superior à média nacional. Nos anos inicias, as notas de português ainda estão atrás das de matemática. Mesmo assim, os resultados devem ser celebrados: em 2011, o Ideb da cidade ultrapassou a média da rede privada brasileira — um feito e tanto. Fórmula mágica não existe. O que Novo Horizonte tem feito é garantir eficiência a uma receita simples e conhecida, que evita invencionices e preza o essencial. "É isso que garante que todo e qualquer aluno tenha condições de dominar os conteúdos básicos para desenvolver seus talentos individuais e evoluir", diz Patrícia Guedes, especialista em gestão educacional da Fundação Itaú Social.

Arte no Ensino Fundamental

Ao realizar a pesquisa sobre a necessidade da matéria de arte no ensino fundamental, localizei um vídeo no youtube, onde a educadora Alessandra Costa, realizou um projeto na instituição que leciona.
Este projeto foca na alfabetização em arte, sabemos que é necessário o acesso a cultura, independente da sua classe social.

http://www.youtube.com/watch?v=vwyPU15B1fI

Sarau

O Sarau é uma forma diferente de realizar a aula, fazendo com que o aluno trabalhe em grupo e realize pesquisas sobre o assunto solicitado pela professora.
No vídeo abaixo a professora solicitou que as crianças realizassem uma pesquisa junta a família sobre a Diversidade Familiar.






https://www.youtube.com/watch?v=uXnJY11M__U